Concorrência nos bancos pode melhorar condição de empréstimo
Concorrência nos bancos pode melhorar condição de empréstimo
24 de abril de 2012 Nenhum comentário em Concorrência nos bancos pode melhorar condição de empréstimoO movimento de redução dos juros bancários iniciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, e seguido pelos maiores bancos privados, pode ajudar o pequeno empresário a ter mais opções na hora de contratar e negociar créditos – ou mesmo migrar sua dívida para alguma outra instituição que ofereça condições melhores.
Para Alessandro Chaves, gerente de serviços financeiros do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae-MG), o maior benefício das queda não é exatamente o barateamento das taxas em si, mas a mudança na cultura dos tomadores de empréstimo. Segundo o especialista, com a concorrência maior os empreendedores poderão ter mais estímulos para pesquisar entre as várias taxas de juros no mercado e renegociar sua dívida.
No caso do Banco do Brasil, por exemplo, a queda de juros veio acompanhada de um aumento de R$ 43,1 bilhões no volume de empréstimos – dos quais R$ 26,8 bilhões seriam voltados para micro e pequenas empresas. Os cortes de juros foram feitos em duas etapas, a segunda para acompanhar a diminuição da taxa básica de juros (Selic) de 9,75% para 9%, anunciada no dia 18.
A movimentação dos bancos públicos tem incentivado bancos privados a segui-las. O Itaú baixou as taxas de juros cobradas em diversos produtos, entre eles os destinados a micro e pequenas empresas. Os juros cobrados sobre o capital de giro foram de 1,95% ao mês para 1,14%, enquanto que os juros no cheque especial caíram 66% e foram para 1,95% ao mês.
Boa hora para negociações
Chaves destaca que a redução é muito recente para medir seu impacto prático. “Ainda não conseguimos perceber um resultado sobre as empresas, mas os agentes financeiros estão se movimentando”, comenta. Segundo ele, para manter sua lucratividade, os bancos precisam ampliar a base de clientes e fidelizar a já conquistada.
Ele explica que é o momento ideal para os clientes se sentarem com seus gerentes e barganharem por taxas mais vantajosas. Outra possibilidade é bater na porta da concorrência e fechar um melhor negócio. Com a portabilidade bancária, uma empresa pode transferir suas dívidas de um banco para outro sem custos.
Uma nova ferramenta que ajuda nesse processo é a figura do Custo Efetivo Total (CET) de crédito para pessoas jurídicas. Criada pelo Banco Central, ela engloba não apenas os juros, mas todos os outros custos envolvidos, como taxa de abertura de crédito e impostos. Muitas vezes, o investidor tinha dificuldades em vislumbrar o preço efetivo a ser gasto com um empréstimo porque só lhe eram informados os juros nominais. Agora, ele pode exigir que lhe seja informado o CET para melhorar sua pesquisa de taxas.
Mesmo com as mudanças recentes, as condições do crédito no Brasil são longe de encorajadoras. O País detém a segunda maior taxa de juros do mundo (só perdendo para a Rússia), o que se reflete no preço dos empréstimos tomados por empresas.
Fonte: Portal Terra

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