Receita vasculhou Pedro Miranda

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Hoje, quinta-feira (26) a Receita Federal continua a Operação Porta à Porta junto com a Secretaria Estadual da Fazenda (SEFA) para dar oportunidade de regularização a estabelecimentos comerciais irregulares em Belém. Desde quarta-feira (25), os auditores fiscais estão percorrendo a avenida Pedro Miranda e fiscalizando pequenos, médios e grandes empreendimentos. A previsão é visitar 280 estabelecimentos e até ontem mais de 180 deles receberam as equipes de fiscalização.

Para o coordenador da operação pela Receita Federal, Francisco Feijó, a operação possibilita que a Receita conheça os contribuintes além do cadastro e para garantir a atualização deles. “Algumas empresas mudam de endereço e não avisam a Receita, outras estão cadastradas como pequeno ou médio empreendimento e já são grandes, é para que todos possam se regularizar que a Operação faz as visitas”, explica. Ele relata que a maioria do empresariado procura cumprir o que os auditores notificam. “Fazemos apreensões e notificações porque encontramos irregularidades, mas a partir disso cada estabelecimento tem um prazo para regularizar tudo e dificilmente alguém deixa de cumprir isso”, completa.

A Operação Porta à Porta conta com 10 equipes de dois auditores cada e mais duas equipes maiores para as grandes empresas que também são fiscalizadas na operação. Foram apreendidos até agora sete equipamentos irregulares, que emitiam documentos inidôneos, cupons fiscais sem valor. Além disso, muitas empresas foram notificadas, segundo a coordenadora da operação pela SEFA, Márcia Costa. “Percebemos durante a fiscalização que algumas empresas ao notarem a presença dos auditores fecharam as portas, o que já é um forte indício de irregularidades”, conta. A auditora também esclareceu que a operação não termina com as visitas. “Quando acabarmos de fiscalizar todos os estabelecimentos, a operação continua internamente em cima dos dados colhidos na operação”, afirma. Márcia não precisou o número de empresas notificadas, mas garante que foram muitas. “Muitos empreendimentos não tinham inscrição estadual, nem CNPJ o que irregulariza todo o resto”, argumenta.

Fonte: DOL

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