Calote das empresas em abril tem maior queda desde 2007
Calote das empresas em abril tem maior queda desde 2007
29 de maio de 2012 Nenhum comentário em Calote das empresas em abril tem maior queda desde 2007O calote das empresas recuou 9,5% na passagem de março para abril, o que representa a maior diminuição nesta comparação desde 2007, quando diminuiu 11,1%, informou nesta terça-feira (29) a Serasa Experian. Os protagonistas desse resultado foram as quedas dos títulos protestados e os cheques sem fundo.
As razões para a inadimplência menor em abril foram a redução dos juros bancários, o que deixou o crédito mais barato para as empresas brasileiras, e o aumento do consumo do brasileiro, que foi incentivado a comprar diante dos benefícios fiscais oferecidos pelo governo, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros.
Em abril, houve queda de 20% na quantidade de títulos protestados das empresas, enquanto os “cheques voadores” reduziram-se em 19,1%.
Por outro lado, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram leve alta de 0,1%, e as pendências com os bancos subiram 0,5%.
Os economistas da Serasa afirmam que, apesar da queda na comparação entre março e abril, o recuo da inadimplência “ainda não é generalizado entre as empresas e deve-se considerar também que vários setores sofrem mais os impactos da crise global, via redução das exportações e do crédito externo”.
Outras comparações
Se, por um lado, o calote das empresas diminuiu na passagem de março para abril, por outro, aumentou entre abril de 2012 e igual mês do ano anterior — a alta foi de 11,8%.
Considerando os primeiros quatro meses de 2012 e o mesmo período de 2011, também houve aumento na inadimplência. Neste caso, a alta foi de 18,7%.
Dívida média
Nos primeiros quatro meses de 2012, as dívidas com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral chegaram ao valor médio de R$ 776,77, uma elevação de 4,4% na comparação com igual período de 2011.
Os débitos das firmas com os bancos subiram, em média, 4,2% nos primeiros meses deste ano, o que fez o valor médio atingir R$ 5.285,55.
Em relação aos títulos protestados, o valor médio foi de R$ 1.894,26 nos primeiros quatro meses — alta de 11,1%.
Para completar, os cheques sem fundos tiveram valor médio de R$ 2.196,79 no início deste ano, o que representa um avanço de 7,1% em relação aos primeiros quatro meses de 2011.

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