Indústria volta a cortar vagas de emprego em março
Indústria volta a cortar vagas de emprego em março
11 de maio de 2012 Nenhum comentário em Indústria volta a cortar vagas de emprego em marçoDepois de reagir em fevereiro, o nível de emprego na indústria voltou a diminuir em março, ao recuar 0,4% em relação ao mês imediatamente anterior, de acordo com a pesquisa industrial mensal de emprego e salário divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (11).
Na passagem de janeiro para fevereiro, o mercado de trabalho do setor registrou leve alta de 0,1% e, no primeiro mês do ano, queda de 0,3%. A quantidade de horas pagas aos trabalhadores também diminuiu em março, assim como o salário real de quem trabalha na indústria.
Os funcionários da indústria também estão ficando menos tempo nas fábricas. Segundo a pesquisa do IBGE, o número de horas pagas aos trabalhadores recuou 1,2% em março na comparação com fevereiro.
Para completar, a folha de pagamento da indústria encolheu 0,7% em março, depois de registrar dois meses seguidos de alta — período em que acumulou ganho de 6,4%.
Por outro lado, ao comparar março deste ano com o mesmo mês do ano passado, o valor da folha de pagamento real cresceu 4,2% — 27º resultado positivo neste tipo de comparação.
Análise trimestral
Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, o nível de pessoal ocupado se reduziu em 0,8%. Oito dos 14locais analisadas acusaram queda no emprego e 14 dos 18 setores também tiveram redução nas vagas de emprego.
As regiões com os piores desempenhos foram São Paulo, região Nordeste, Santa Catarina, Ceará e Bahia. Por outro lado, Paraná e Minas Gerais tiveram resultados positivos e ajudaram a impedir uma queda ainda maior no nível de emprego nos três primeiros meses do ano.
Março 2012 x março 2011
Na comparação entre março e o mesmo mês do ano passado, o desempenho foi ainda pior, já que houve redução de 1,2% no número de pessoas empregadas na indústria. Neste recorte, nove das 14 áreas pesquisadas apresentaram diminuição de vagas.
Entre as regiões avaliadas, o principal impacto negativo veio de São Paulo, onde o emprego na indústria diminuiu 3,2% na comparação anual — 14 dos 18 setores investigados tiveram queda. Entre os setores com piores resultados estão os de produtos de metal (-14,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,3%), metalurgia básica (-16,8%), têxtil (-8,3%), papel e gráfica (-4,9%), borracha e plástico (-4,2%) e vestuário (-5,2%).
Na região Nordeste, onde o emprego na indústria encolheu 2,4%, os piores desempenhos vieram dos segmentos de vestuário, calçados e couro e têxtil. Em Santa Catarina, a indústria madeireira cortou 15,3% das vagas de trabalho e a do vestuário, 3,5%.
Na contramão do encolhimento do emprego, as indústrias do Paraná ampliaram o quadro de funcionários em 3,2%. Em Minas Gerais, a expansão foi de 1,9%.

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