Medidas de estímulo, exterior e dólar fazem juros futuros subirem

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Os investidores em juros futuros praticamente extinguiram a chance de um corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana. Agora, a expectativa predominante é que a redução da Selic seja apenas de 0,5 ponto. Na visão de alguns profissionais do mercado, o movimento esteve ligado ao anúncio das medidas para impulsionar a economia, feito anteontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Isso porque, mais estímulos do lado fiscal sugerem menor alívio monetário. Outros agentes enxergaram na frágil melhora externa um fator adicional para recomposição de prêmios nos juros. Por fim, o avanço do dólar, que ontem subiu 1,81% no balcão e foi a R$ 2,0790, mesmo após duas intervenções do Banco Central, começa a trazer alguma preocupação para a inflação futura.

Assim, o contrato de jur0 com vencimento em janeiro de 2013 subiu para 7,91%, de 7,81% na segunda-feira. O contrato com prazo para janeiro de 2014, por sua vez, saltou para 8,52%, de 8,19%.

E a atuação do Banco Central no mercado de câmbio, por meio da oferta de contratos de swap – venda futura de moeda -, foram insuficientes para inverter a trajetória do dólar em relação ao real. A moeda norte-americana, inclusive, ampliou o ganho no fim do dia, seguindo o comportamento externo. O movimento, até recentemente considerado normal devido à aversão ao risco lá fora, também já é visto como especulativo por alguns analistas. Poderia ser tanto uma forma de pressão pela retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das operações com câmbio futuro, como uma demanda maior por hedge (proteção) por parte dos investidores. O fato, porém, é que as operações do BC jogaram mais de US$ 2 bilhões no mercado futuro e não mitigaram a alta do dólar, que já sobe 9,08% neste mês e 28,73% em 12 meses.

Na Bovespa, ontem o dia foi de perdas – recuo de 2,74%, a 55.038,75 pontos. O motivo também é o pacote do governo. A posição defensiva se dá porque parte dos agentes esperava mais, enquanto outros argumentam que a insistência da equipe econômica em lançar medidas sugere que o cenário externo pode ficar pior do que parece.

Fonte: MSN Estadão

 

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