PIB fraco mostra efeito prolongado da crise
PIB fraco mostra efeito prolongado da crise
5 de junho de 2012 Nenhum comentário em PIB fraco mostra efeito prolongado da criseQuase quatro anos depois, caiu em desuso a tese celebrizada pelo ex-presidente Lula de que a crise econômica mundial teria no Brasil o efeito de uma “marolinha”.
Na retomada vigorosa do ano eleitoral de 2010, a retórica do Planalto ainda podia sustentar, sem ser desmentida pelos resultados, que o país reunia condições especiais para escapar dos efeitos da turbulência global.
Já os dados do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre, divulgados anteontem, evidenciam que o impacto pode não ter sido tão agudo como se temia, mas é mais duradouro do que se acreditava -e não está entre os menores nem entre os maiores sofridos pelas economias emergentes.
No período posterior ao agravamento da crise -2009 a 2012- o crescimento do PIB brasileiro caiu para uma média de 3,2% anuais, muito aquém das taxas de 5% para cima prometidas em discursos políticos e papéis oficiais.
No quadriênio anterior, de 2005 a 2008, a expansão da renda chegou a 4,6% ao ano, enquanto se comemorava a maior prosperidade desde que a inflação foi controlada pelo Plano Real, de 1994.
De antes para depois da crise, portanto, o Brasil sofreu uma perda de 30% em sua taxa de crescimento, um desempenho que coloca o país no pelotão intermediário dos emergentes.
Houve um tsunami -o outro extremo da metáfora de Lula- em países que até então ostentavam taxas de crescimento das mais vigorosas, casos de Rússia e Venezuela.
O PIB russo desabou em 2009 com a queda da produção e dos preços do petróleo.
Os demais membros do Bric -Índia e China- se saíram melhor, embora tampouco tenham ficado ilesos. Entre os principais latino-americanos, os melhores resultados são os do Chile.
As medidas de estímulo ao consumo adotadas pela administração petista conseguiram atenuar a recessão inicial e produzir uma forte aceleração, mas passaram a dar sinais de exaustão.
A continuidade da expansão do crédito é limitada pelo grau de endividamento e inadimplência das famílias. Também não existe mais o impulso da alta dos preços dos produtos agrícolas e minerais de exportação.
Entre as 24 maiores economias emergentes, o Brasil ocupava apenas a 20ª colocação no ranking do crescimento econômico antes da crise; agora, é o 15º, ainda no escalão de baixo

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