Brasil terá 5º maior mercado do mundo em 2023, diz pesquisa
Brasil terá 5º maior mercado do mundo em 2023, diz pesquisa
13 de junho de 2014 Nenhum comentário em Brasil terá 5º maior mercado do mundo em 2023, diz pesquisaAproveitando esse momento, a Euromonitor, empresa inglesa de pesquisa de mercado, vai lançar amanhã umrelatório com o perfil econômico do país e suas perspectivas para o futuro.
Na avaliação da consultoria, o problema do Brasil hoje é estrutural: o modelo de crescimento baseado no aumento de consumo das famílias chegou a um limite – ainda mais agora que os juros estão em 11% – mas a taxa de investimento não sai do lugar.
A formação bruta de capital fixo como porcentagem do PIBfoi de 18,3% em 2013 – abaixo até dos 19,4% em 2010 e menor do que em países como México (21%) e Índia (27,9%). Como exemplo de sucessos recentes na América Latina, são citados o Peru e a Colômbia.
Ainda assim, o Brasil continua promissor no longo prazo e deve ultrapassar a França e o Reino Unido para se tornar o 5º maior mercado consumidor do mundo em 2023.
O crescimento da próxima década deve continuar sendo marcado por queda da desigualdade, convergência entre as diferentes regiões do país e famílias menores (passando de uma média de 3,9 pessoas em 2000 para 2,9 em 2030).
Copa
Com base nos números da Moody’s, a Euromonitor engrossa o coro dos que não acham que a Copa vá causar grande impacto na economia.
O evento deve trazer em 2014 um aumento de 10% nas chegadas internacionais de turistas e uma expansão de 5,9% no setor de alimentação (que ficou estacionado no ano passado), mas os empregos gerados são em sua maioria temporários e de pequeno peso no mercado de trabalho nacional.
Já a projeção da “marca Brasil” pode ser uma faca de dois gumes: “sediar a Copa coloca o Brasil no centro das atenções de uma forma que só um evento mundial pode fazer. No entanto, esse foco deixa o Brasil aberto a riscos e a recompensas”, diz o relatório.
A Euromonitor também traz uma espécie de guia para o país, comparando dados e descrevendo bairros de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de destacar a baixa posição do país em rankingsde competitividade e de corrupção.
Fonte: Exame.com

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