Governo do Distrito Federal pretende aumentar impostos para sair da crise
Governo do Distrito Federal pretende aumentar impostos para sair da crise
28 de janeiro de 2015 Nenhum comentário em Governo do Distrito Federal pretende aumentar impostos para sair da criseA equipe de governo do Distrito Federal (GDF) apresentou nesta terça-feira (27) o Pacto por Brasília, documento que traz 21 medidas que envolvem cortes e ajustes em impostos. O objetivo é reequilibrar financeiramente o DF, pois o atual governo vive uma crise financeira.
“A situação é muito delicada, muito difícil e exige o esforço de todos. O que nós estamos fazendo aqui é apresentando um conjunto de propostas para serem debatidas pela sociedade, pela Câmara Legislativa, buscando o equilíbrio financeiro do Distrito Federal. Nós precisamos tirar o Distrito Federal desta crise e nós só conseguiremos isso com o esforço coletivo”, disse o governador Rodrigo Rollemberg.
Com as ações para conter gastos, o GDF estima uma economia de R$ 200 milhões até o fim deste ano. Outras medidas também foram tomadas para melhorar a arrecadação. “Para este ano nós esperamos, com a redução de despesa e a ampliação de receitas, um saldo de R$ 400 milhões, o que poderia permitir uma antecipação de receita orçamentária para, com isso, pagar, de uma vez, os atrasados de servidores públicos como 13º, férias e horas extras”, disse o governador. A expectativa é que, no ano que vem, a receita aumente em R$ 800 milhões.
Entre as ações apresentadas para este ano está o projeto de lei que será enviado à Câmara Legislativa para acabar com a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para o ano de compra de carros zero quilômetro. Outra proposta de projeto que depende de aprovação dos deputados distritais trata da renegociação de dívidas adquiridas pelo governo anterior até o fim do ano passado.
Para o ano que vem, as medidas também precisam de aprovação da Câmara Legislativa. Entre as propostas apresentadas está prevista a atualização do valor de imóveis para ajustes no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), pois, segundo a equipe, o valor de mercado dos imóveis da cidade está desatualizado desde 2008. O objetivo é que o reajuste não seja superior a 20% com relação ao ano anterior e que o pagamento possa ser dividido em mais parcelas, passando de seis para oito. Outro imposto que será reajustado é o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) para os combustíveis. Ele será reduzido no caso do álcool, caindo de 25% para 19%. Para os demais, o valor deve aumentar: a gasolina, de 25% para 28%, e o diesel, de 12% para 15%.
O governo pretende fazer ajustes também em outros impostos como o IPVA, a Taxa de Limpeza Pública (TLP) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além do ICMS que incide na telefonia.
“Quem ganha mais vai pagar mais, e quem ganha menos vai pagar menos. É um realinhamento na questão tributária. Tanto no ITBI, tanto na taxa de limpeza pública e no IPVA, também igualamos em relação à maioria absoluta dos estados”, explica Pedro Meneguetti, secretário adjunto de Fazenda. “Nós entendemos que, se o governo continuar cortando despesa, e o governo vai continuar cortando despesas, e com essa possibilidade de aumento de receitas entorno de R$ 1,2 bilhão, somando este ano com o próximo, nós teremos condições de equilibrar as contas nos próximo ano”.
Os medicamentos genéricos terão o ICMS reduzido de 15,2% para 12%. No caso dos alimentos como arroz, feijão e café, entre outros, a redução será de 12% para 7%.
Já estão em andamento ações como a revisão de projetos de incentivos fiscais, que adiou por 90 dias os processos que estavam em curso e por 120 dias as concessões de novos benefícios. Foram feitos cortes em despesas gerais, carros oficiais, alug
Entre as ações apresentadas para este ano está o projeto de lei que será enviado à Câmara Legislativa para acabar com a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para o ano de compra de carros zero quilômetro. Outra proposta de projeto que depende de aprovação dos deputados distritais trata da renegociação de dívidas adquiridas pelo governo anterior até o fim do ano passado.
Para o ano que vem, as medidas também precisam de aprovação da Câmara Legislativa. Entre as propostas apresentadas está prevista a atualização do valor de imóveis para ajustes no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), pois, segundo a equipe, o valor de mercado dos imóveis da cidade está desatualizado desde 2008. O objetivo é que o reajuste não seja superior a 20% com relação ao ano anterior e que o pagamento possa ser dividido em mais parcelas, passando de seis para oito. Outro imposto que será reajustado é o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) para os combustíveis. Ele será reduzido no caso do álcool, caindo de 25% para 19%. Para os demais, o valor deve aumentar: a gasolina, de 25% para 28%, e o diesel, de 12% para 15%.
O governo pretende fazer ajustes também em outros impostos como o IPVA, a Taxa de Limpeza Pública (TLP) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além do ICMS que incide na telefonia.
“Quem ganha mais vai pagar mais, e quem ganha menos vai pagar menos. É um realinhamento na questão tributária. Tanto no ITBI, tanto na taxa de limpeza pública e no IPVA, também igualamos em relação à maioria absoluta dos estados”, explica Pedro Meneguetti, secretário adjunto de Fazenda. “Nós entendemos que, se o governo continuar cortando despesa, e o governo vai continuar cortando despesas, e com essa possibilidade de aumento de receitas entorno de R$ 1,2 bilhão, somando este ano com o próximo, nós teremos condições de equilibrar as contas nos próximo ano”.
Os medicamentos genéricos terão o ICMS reduzido de 15,2% para 12%. No caso dos alimentos como arroz, feijão e café, entre outros, a redução será de 12% para 7%.
Já estão em andamento ações como a revisão de projetos de incentivos fiscais, que adiou por 90 dias os processos que estavam em curso e por 120 dias as concessões de novos benefícios. Foram feitos cortes em despesas gerais, carros oficiais, aluguéis de imóveis e a redução de cargos comissionados, entre outras medidas.
Por Michèlle Canes
Fonte: Agência Brasil

Leave a comment