Nova realidade do mercado exige capacitação gerencial
Nova realidade do mercado exige capacitação gerencial
27 de janeiro de 2015 Nenhum comentário em Nova realidade do mercado exige capacitação gerencialA nova situação de crises conjuntas (política, econômica e ambiental) exige o desenvolvimento de competências e comportamentos gerenciais adequados à tomada de decisões corretas e à realização de ações eficazes para o empoderamento competitivo das organizações.
O despreparo dos líderes e gestores pode passar despercebido em situações de tranquilidade. Não em situações de turbulências e riscos. Isso vale para todos os tipos de organizações, sejam elas grandes ou pequenas, públicas ou privadas.
Embora todos falem em novos paradigmas, reengenharia e aprendizagem organizacional, raros são os que aceitam ou utilizam eficientes fundamentos e métodos para transformar as organizações, tornando-as mais competitivas. A verdade é bem diferente. A maioria dos dirigentes, na maioria das organizações, ainda está treinada e equipada com métodos de trabalho do passado.
As circunstâncias competitivas do mercado mudaram. O raciocínio estratégico da maioria dos dirigentes não. Seus fundamentos estratégicos, estruturas gerenciais, sistemas de informações e programas de treinamento são dirigidos a ambientes competitivos que deixaram de existir há muito tempo.
Os principais motivos para os fracassos das organizações são:
1 – A falha começa no topo da organização. A maioria dos dirigentes conhece os problemas de suas organizações. Mas, por não saberem como, por inércia, por paternalismo ou por outros interesses, nada fazem para solucioná-los. A alta administração deve estar presente em todas as áreas da organização, deve abrir canais de comunicação internos e criar um sentimento de participação de todos os funcionários. Também devem pensar sobre as formas de empoderar os profissionais com as competẽncias adequadas nos processos de tomada de decisões, incentivando o fluxo de novos conhecimentos, solução de problemas e inovação de processos, produtos e serviços.
2 – Rivalidades e competições inconsequentes. Falta de coesão da equipe gerencial, rivalidades e competições inconseqüentes corroem o desempenho. Pessoas que deveriam unir seus esforços em prol da organização agem como inimigos. Seria, usando uma analogia militar, como se o Exército, Marinha e Aeronáutica disputassem para ver quem lidera uma invasão. É necessário estabelecer uma visão centralizadora de esforços e de comprometimento com os esforços das organizações.
3 – As organizações são preparadas para fracassar. Nos últimos 20 anos os dirigentes estão sendo preparados para falhar. O conhecimento geral foi dividido em especializações que provocam limitação da visão estratégica. Não há conexão entre estratégia e operações. As pessoas são educadas para NÃO trabalharem juntas. Elas são contratadas, motivadas e recompensadas por modelos que as educam a não confiarem, não gostarem e não falarem umas com as outras. Novos modelos de educação executiva precisam ser adotados pelas organizações para que suas equipes gerenciais desenvolvam as competências necessárias para o seu desenvolvimento organizacional e competitivo.
E esses três motivos de resistência às mudanças precisam ser eliminados ou, pelo menos, minimizados. Ṕara assegurar o poder competitivo das organizações e a continuidade dos negócios, é preciso mudar, adaptar-se à nova realidade do mercado.
Mudança é sobrevivência. Mudança é especialmente necessária em organizações que desejam prosperar em um ambiente estratégico volátil, incerto, complexo e ambíguo.
Capacitar continuamente os profissionais da organização será a única forma de mantê-la empoderada e obter maior segurança na continuidade dos negócios. Os conhecimentos das pessoas são o maior recurso competitivo.
Por: Milton Roberto
Fonte: Portal Administradores

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